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27/12/2017 - Teve luta

Retrospectiva traz campanha do Friburguense na Série B Estadual

O Friburguense lutou até o último minuto do jogo final. Enquanto teve chances, o Tricolor da Serra honrou a camisa e buscou os resultados. No entanto, algumas desatenções impediram a equipe de somar pontos importante e avançar para as fases agudas da Série B do Campeonato Carioca deste ano. O Tricolor da Serra fez um total de 20 jogos, onde venceu nove, empatou cinco e perdeu seis. Marcou 28 gols e sofreu 23, obtendo assim um saldo de cinco positivos e um aproveitamento de 53,3%. No geral, o Tricolor terminou como sétimo colocado, marcando um total de 32 pontos, dez a menos que o vice-líder Americano na soma dos turnos. Na opinião do gerente de futebol José Siqueira, o Siqueirinha, fatores externos, como a situação financeira delicada, pesaram para que o Frizão não conseguisse ter uma campanha melhor.

"Iniciamos um ano para um jogo em fevereiro, pela Copa do Brasil, e tínhamos a previsão de receber quatro cotas de 90 mil reais, já que no ano em que você desce há esse finalzinho desse valor da cota de televisão. Lembro que no primeiro dia 10 recebi uma ligação da Federação dizendo que não teria esse valor de 90 mil. Começamos a ter problema aí. Depois o valor veio pela metade. Naquele momento nós contávamos com o valor, que nunca faltou em 20 anos. A partir dali já comecei a tentar fazer dinheiro para não deixar faltar, o que atrapalha no envolvimento com o dia a dia do futebol. Nos perdemos um pouquinho. Eu vi que o lado psicológico em alguns jogos estava muito abaixo, principalmente dentro de casa. Sofremos duas viradas que nunca aconteceram, talvez porque não conseguimos o melhor trabalho que a gente faça junto à comissão técnica. Internamente trabalhamos mal. O ano começou errado na parte financeira e tudo desandou de um jeito que, quando percebemos, não deu tempo de recuperar."


Dentro de campo, Frizão batalhou bastante a cada partida

Diante desse cenário, o dirigente admite que o Friburguense vive um dos momentos mais delicados de sua história, mas ainda assim mantém o otimismo. Aberto a parcerias e propostas, Siqueira afirma que irá buscar novas fontes de receitas para montar um time competitivo em 2018. O apoio da cidade, em todos os seus setores, será fundamental.

"O Friburguense tem um trabalho terceirizado no futebol desde 2001, e esse é realmente o pior momento financeiro. Temos uma grande dívida de 2017 para eliminar, exatamente porque a cota de TV, de 360 mil, veio pela metade. Infelizmente não conseguimos renovar com o nosso patrocinador, e se contabilizarmos os valores que tínhamos em relação a julho, já são mais de 150 mil. Terminamos o ano com uma dívida na faixa de 400 mil reais. Precisamos buscar neste início de ano o apoio da cidade. Agora temos as propriedades, que eram da Stam, e precisamos vender para outras empresas. Vai ser diferente de tudo o que vivemos até hoje, sem as cotas de TV e de patrocínio. O pior de tudo é que as equipes menores, mesmo em uma segunda divisão, estão à frente do Friburguense porque existem investidores com uma capacidade financeira muito maior que a nossa. Estamos até abertos à grandes investidores, parcerias. Tudo precisa ser analisado."

Autor: Vinicius Gastin

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